Tem se falado muito em "crise da publicidade" ou "crise da criação publicitária". Acho que essa crise tem a ver com os novos meios, com a nova maneira pela qual os consumidores se relacionam com as marcas e com as mídias. Mas também parece ser uma crise de conteúdos, de idéias.
Tudo bem, a gente sabe que nem sempre o cliente ajuda. Às vezes a agência tenta, mas o anunciante faz do jeitinho dele. E aí acontecem umas "coincidências", umas "referências" explícitas demais.
Esses dias tinha um outdoor de uma concessionária Citröen com a chamada "Quem compara compra Citröen". A idéia, segundo o dono da agência que veiculou esta peça, era mostrar a relação custo-benefício do carro. Só que essa chamada é idêntica a um slogan da Consul, utilizado na segunda metade da década de 1990, talvez em 1996 ou 1997: "quem compara compra Consul".
Abordar a relação custo-benefício é informação de briefing, é USP (unique selling proposition). Agora, o COMO abordar esse aspecto, é da alçada da criação publicitária. A chamada, portanto, por mais banal que seja, por mais que pareça apenas "um argumento de venda", tem recursos de criação. Utilizá-la novamente é uma falta de, digamos, trabalho de criação (para não dizer outras coisas).
A Gazeta do Povo também faz dessas. A estratégia deles é mais sutil, mas a gente nota de onde vêm as "idéias" presentes na comunicação do jornal.
A Folha de S. Paulo tem um ratinho como mascote de seu serviço de classificados. A Gazeta lançou um coelhinho para o mesmo "cargo", bem parecido com o roedor paulistano, por sinal. Agora, o jornal curitibano está usando um casal nos comerciais de assinatura - estratégia parecida com a campanha Paulo e Bia, do Estadão, vencedora de vários prêmios de marketing direto.
A diferença é que, na campanha do Estadão, as pessoas podiam votar em quem vendia melhor: o Paulo ou a Bia? Na campanha da Gazeta não existe essa interatividade.
Porém, é preciso reconhecer que, apesar de a idéia não ser original, os atores estão ótimos.
15.10.06
8.10.06
Entre a cruz e a caldeirinha
Eu votei no Alckmin. Não foi uma escolha de coração, muito convicta, mas era meu preferido entre as opções. Entre ele e o Lula, o governador de São Paulo me pareceu o melhor. Tenho a percepção de ser um cara sério, preparado. Mas depois que ele fechou um apoio com o casal Garotinho, começo a questionar minha opção.
E então, o que fazer no segundo turno?
De um lado, um presidente que não toma uma atitude exemplar em relação ao que tem a ver com ele nesses escândalos todos. De outro, um candidato que se torna arrogante depois que vence o segundo turno e recebe apoio de gente reconhecidamente corrupta e desclassificada. Fica difícil, né?
O que mais me dá pena é que, se o Lula não ganhar, vai ficar no ar a idéia de que nenhum candidato popular, fora dos círculos tradicionais do poder, tem condições técnicas ou morais de governar o Brasil. E isso não é bom.
Lastimável. Espero que algo aconteça nessa segunda fase da campanha para facilitar minha escolha.
E então, o que fazer no segundo turno?
De um lado, um presidente que não toma uma atitude exemplar em relação ao que tem a ver com ele nesses escândalos todos. De outro, um candidato que se torna arrogante depois que vence o segundo turno e recebe apoio de gente reconhecidamente corrupta e desclassificada. Fica difícil, né?
O que mais me dá pena é que, se o Lula não ganhar, vai ficar no ar a idéia de que nenhum candidato popular, fora dos círculos tradicionais do poder, tem condições técnicas ou morais de governar o Brasil. E isso não é bom.
Lastimável. Espero que algo aconteça nessa segunda fase da campanha para facilitar minha escolha.
20.9.06
A outra
Um dos maiores erros que as mulheres cometem é ficar com homens que não querem nada sério com elas e, mesmo assim, alimentar a esperança de que um dia eles possam mudar de idéia.
Já entrei nessa roubada algumas vezes. Comigo eles nunca mudaram de idéia. Talvez outras mulheres tenham tido mais sorte.
Graças a Deus, passei dessa fase. Estou abstêmia desse tipo de equívoco a alguns anos*. Mas, de repente, me pego sentindo a mesma coisa. Uma sensação de estar deslocada, um gosto amargo na boca, um sem-jeito de encarar as pessoas. E não é por causa de homem.
Dou para mim mesma o conselho que ouvi algumas vezes e repeti outras tantas: quer encarar um esquema sem compromisso? Então aproveite do jeito que as coisas são, não tente mudar. E na hora de se retirar, saia de cabeça erguida, com a atitude madura de quem encara as situações como experiência e vive o momento presente, e não as expectativas do futuro.
Pena que a gente não dá bola para os conselhos...
* A frase correta é "Estou abstêmia desse tipo de equívoco FAZ alguns anos", conforme a Helena e Anonymous fizeram a gentileza de observar.
Já entrei nessa roubada algumas vezes. Comigo eles nunca mudaram de idéia. Talvez outras mulheres tenham tido mais sorte.
Graças a Deus, passei dessa fase. Estou abstêmia desse tipo de equívoco a alguns anos*. Mas, de repente, me pego sentindo a mesma coisa. Uma sensação de estar deslocada, um gosto amargo na boca, um sem-jeito de encarar as pessoas. E não é por causa de homem.
Dou para mim mesma o conselho que ouvi algumas vezes e repeti outras tantas: quer encarar um esquema sem compromisso? Então aproveite do jeito que as coisas são, não tente mudar. E na hora de se retirar, saia de cabeça erguida, com a atitude madura de quem encara as situações como experiência e vive o momento presente, e não as expectativas do futuro.
Pena que a gente não dá bola para os conselhos...
* A frase correta é "Estou abstêmia desse tipo de equívoco FAZ alguns anos", conforme a Helena e Anonymous fizeram a gentileza de observar.
16.8.06
Compare antes de votar
No site http://perfil.transparencia.org.br, preparado pela ONG Transparência Brasil, você dá para conferir a ficha corrida de "suas excelências", os candidatos à Câmara dos Deputados nas próximas eleições.
Como sugeriu um colega aqui do trabalho, bem que poderia ter aquele mecanismo de comparação, como nos sites de vendas pela internet...
Como sugeriu um colega aqui do trabalho, bem que poderia ter aquele mecanismo de comparação, como nos sites de vendas pela internet...
22.7.06
No Rio
Viajar de carro de Curitiba para o Rio é muito bom. 12 horas até chegar aqui. Mas a estrada é boa, a comida das paradas também. Em São Paulo, uma dica: ao invés de entrar na cidade, o melhor é pegar o Rodoanel Mario Covas. Depois, seguir pela Castelo Branco até a saída 24 (placas de São Paulo e Osasco). Sai na marginal do Tietê, evita a Francisco Morato.
Ah! Acabei de experimentar três cervejas "Devassa": loira, ruiva e escura. Fico com a do meio. Confira: www.devassa.com.br. E o lugar que serviu foi o Bibi. Crepes, saladas, sucos e lanchinhos - além de cervejas, em Copacabana, na Miguel Lemos (www.bibiemcasa.com.br).
Ah! Acabei de experimentar três cervejas "Devassa": loira, ruiva e escura. Fico com a do meio. Confira: www.devassa.com.br. E o lugar que serviu foi o Bibi. Crepes, saladas, sucos e lanchinhos - além de cervejas, em Copacabana, na Miguel Lemos (www.bibiemcasa.com.br).
29.6.06
A postura e a oração, o meio e a mensagem
O yoga é uma forma de auto-conhecimento a partir do corpo. Apesar de não entender muito os fundamentos dessa prática, sinto e acredito nos benefícios. Quando a professora explica alguns aspectos filosóficos do yoga, a compreensão destes benefícios aumenta.
Esses dias, enquanto estávamos em uma determinada postura, ela falou sobre a oração. Nos colocamos em postura para fazer uma espécie de oração. Porém, a própria postura é oração. E quando ela falou isso, minha mente disparou na lembrança de outra formulação muito semelhante: "o meio é a mensagem", o clássico postulado de McLuhan.
Qual a relação entre as frases? Talvez seja algo básico e simples, até intuitivo. O que a gente às vezes acha que é só caminho, que é só meio para se chegar a algo ou a algum lugar, na verdade já é isto e já está lá.
Assim como a comunicação. Damos pouca atenção ao meio, nos preocupamos muito com a mensagem, e às vezes a mensagem diz uma coisa muito diferente do meio. O que falamos (mensagem) não combina com o que fazemos (ação realizada com o corpo, ou seja, meio).
Mas para a postura ter efeito de oração, eu não devia estar com a mente tão alerta a ponto de ficar lembrando de McLuhan na aula de yoga.
Esses dias, enquanto estávamos em uma determinada postura, ela falou sobre a oração. Nos colocamos em postura para fazer uma espécie de oração. Porém, a própria postura é oração. E quando ela falou isso, minha mente disparou na lembrança de outra formulação muito semelhante: "o meio é a mensagem", o clássico postulado de McLuhan.
Qual a relação entre as frases? Talvez seja algo básico e simples, até intuitivo. O que a gente às vezes acha que é só caminho, que é só meio para se chegar a algo ou a algum lugar, na verdade já é isto e já está lá.
Assim como a comunicação. Damos pouca atenção ao meio, nos preocupamos muito com a mensagem, e às vezes a mensagem diz uma coisa muito diferente do meio. O que falamos (mensagem) não combina com o que fazemos (ação realizada com o corpo, ou seja, meio).
Mas para a postura ter efeito de oração, eu não devia estar com a mente tão alerta a ponto de ficar lembrando de McLuhan na aula de yoga.
26.6.06
Hexa, pra quê?
Como diria o José Simão, “buemba! Buemba!”. Mas é isso mesmo: não faço a menor questão que o Brasil ganhe a Copa do Mundo. Sei que os meus motivos podem parecer estúpidos frente à Grande Alegria que essa vitória representa para o Povo Brasileiro. Dane-se. Prefiro que o Brasil me proporcione outros tipos de alegria.
Eu não ligo se o Brasil perder a Copa porque:
1) já está perdendo a graça. Se a gente ganhar essa, não vai mais ter aquela emoção gostosa de torcer, a sensação do perigo de perder;
2) em time que está ganhando não se mexe. Ou seja, só se a gente perder é que as coisas vão mudar um pouco no futebol brasileiro. Chance para outros jogadores, diminuição da exposição insuportável dos mesmos craques na mídia, mais preocupação com o esporte e menos com os egos;
3) esse ano tem eleição. E se o Brasil ganhar a Copa, o país vai ficar anestesiado por meses. Ninguém vai dar bola para as falcatruas dos candidatos. Já se perdermos, o povo inteiro vai estar p... da vida. Com mais raiva, talvez as pessoas tenham olhos mais críticos durante as eleições e não dêem tanta moleza para os políticos;
4) as campanhas publicitárias já andam insuportáveis. Com o Brasil hexacampeão, vai ser impossível ligar a TV. Serão breaks e mais breaks repletos de comerciais ridículos e oportunistas sobre a vitória.
Perder uma copinha só não vai fazer mal. Acho que é até saudável, estimulante e educativo. Mas, se for pra perder mesmo, que seja na semi-final. Assim ainda dá tempo de curtir mais um pouquinho!
Eu não ligo se o Brasil perder a Copa porque:
1) já está perdendo a graça. Se a gente ganhar essa, não vai mais ter aquela emoção gostosa de torcer, a sensação do perigo de perder;
2) em time que está ganhando não se mexe. Ou seja, só se a gente perder é que as coisas vão mudar um pouco no futebol brasileiro. Chance para outros jogadores, diminuição da exposição insuportável dos mesmos craques na mídia, mais preocupação com o esporte e menos com os egos;
3) esse ano tem eleição. E se o Brasil ganhar a Copa, o país vai ficar anestesiado por meses. Ninguém vai dar bola para as falcatruas dos candidatos. Já se perdermos, o povo inteiro vai estar p... da vida. Com mais raiva, talvez as pessoas tenham olhos mais críticos durante as eleições e não dêem tanta moleza para os políticos;
4) as campanhas publicitárias já andam insuportáveis. Com o Brasil hexacampeão, vai ser impossível ligar a TV. Serão breaks e mais breaks repletos de comerciais ridículos e oportunistas sobre a vitória.
Perder uma copinha só não vai fazer mal. Acho que é até saudável, estimulante e educativo. Mas, se for pra perder mesmo, que seja na semi-final. Assim ainda dá tempo de curtir mais um pouquinho!
5.6.06
Brigadeiro de microondas
Receita ideal para um domingo chuvoso: brigadeiro de microondas, para comer de colher, deitada no sofá, assistindo a qualquer uma das porcarias que passam na TV nesse dia.
Ingredientes:
- 1 lata ou caixinha de leite condensado
- 1 colher de sobremesa de manteiga ou margarina
- 2 colheres de sopa de chocolate em pó
Eu prefiro chocolate ao nescau ou similares porque os achocolatados têm açúcar, deixando o brigadeiro ainda mais doce. Também coloco um pouquinho de leite, para ficar mais suave.
Modo de preparo:
Misture tudo em um refratário alto (se for baixo, o brigadeiro vaza dentro do microondas...) e coloque no micro na potência alta, programando 7 minutos. De 2 em 2 minutos, tire o refratário e mexa a mistura. Se colocar leite, talvez precise de mais 1 minuto. Por volta dos 5 minutos, está no ponto para recheio ou cobertura de bolo.
Para completar, é só comer sem culpa!
Ingredientes:
- 1 lata ou caixinha de leite condensado
- 1 colher de sobremesa de manteiga ou margarina
- 2 colheres de sopa de chocolate em pó
Eu prefiro chocolate ao nescau ou similares porque os achocolatados têm açúcar, deixando o brigadeiro ainda mais doce. Também coloco um pouquinho de leite, para ficar mais suave.
Modo de preparo:
Misture tudo em um refratário alto (se for baixo, o brigadeiro vaza dentro do microondas...) e coloque no micro na potência alta, programando 7 minutos. De 2 em 2 minutos, tire o refratário e mexa a mistura. Se colocar leite, talvez precise de mais 1 minuto. Por volta dos 5 minutos, está no ponto para recheio ou cobertura de bolo.
Para completar, é só comer sem culpa!
8.5.06
17.4.06
Ah, a família...
Família é uma coisa engraçada. Quando era criança, adorava os tios, os primos, as reuniões. Mais tarde, na adolescência, família pra mim era programa de índio a ser evitado a todo custo, exceto se houvesse alguma chance de alguém interessante para paquerar. Foram anos longe dos parentes adultos.
Hoje, a família volta a ser importante. Os rituais de Natal e Páscoa, por exemplo, parecem exigir a presença dela. Uma família fragmentada, que quase nunca consegue se reunir inteira. Nem o núcleo principal, muito menos a galera toda. E aí a gente vai tentando juntar os caquinhos, tentando se reconciliar com um novo formato, para manter a tradição.
Nesta Páscoa, fiquei feliz de conseguir um pouco disso. Almoço com pai, café da tarde com avó, domingo com mãe, sogra, irmão, cunhada. E, para coroar, enquanto eu tricotava, ela resgatava um bordado, abandonado há muitos anos. Foi um belo feriado em família, ou em famílias. Mesmo meio bagunçada, ainda bem que ela existe.
Hoje, a família volta a ser importante. Os rituais de Natal e Páscoa, por exemplo, parecem exigir a presença dela. Uma família fragmentada, que quase nunca consegue se reunir inteira. Nem o núcleo principal, muito menos a galera toda. E aí a gente vai tentando juntar os caquinhos, tentando se reconciliar com um novo formato, para manter a tradição.
Nesta Páscoa, fiquei feliz de conseguir um pouco disso. Almoço com pai, café da tarde com avó, domingo com mãe, sogra, irmão, cunhada. E, para coroar, enquanto eu tricotava, ela resgatava um bordado, abandonado há muitos anos. Foi um belo feriado em família, ou em famílias. Mesmo meio bagunçada, ainda bem que ela existe.
30.3.06
28.3.06
16.3.06
É um complô, é?
'Mulheres servem para criar filhos, nao para criar anuncios'
Pelo jeito, o desemprego para nós vai chegar em menos de 10 anos.
Mais uma do Blue Bus de hoje, leia aqui.
Pelo jeito, o desemprego para nós vai chegar em menos de 10 anos.
Mais uma do Blue Bus de hoje, leia aqui.
Vou fazer cursinho pra tentar passar em Medicina
Nota no Blue Bus hoje (www.bluebus.com.br).
Criativos e blogueiros deixam de existir em 10 anos (hein?)
15:04 A revista FastCompany listou 6 profissoes que acha que nao existirao mais em 10 anos. Incluiu os blogueiros e os publicitários de criaçao - junto com os mecânicos de automoveis. Dica do Gawker. 16/03 BBI
Criativos e blogueiros deixam de existir em 10 anos (hein?)
15:04 A revista FastCompany listou 6 profissoes que acha que nao existirao mais em 10 anos. Incluiu os blogueiros e os publicitários de criaçao - junto com os mecânicos de automoveis. Dica do Gawker. 16/03 BBI
14.3.06
O texto seria cômico, se o assunto não fosse trágico...
"Para onde estamos indo?", de Tatá Vaz, publicado no www.paraiba.com.br.
Sobre o Google e sobre cruzeiros marítimos
Hoje, não é exagero dizer que a gente vive em função do Google. Tem o buscador, Orkut e outras ferramentas que vão fazer parte da nossa vida, cada vez mais. O Google é tema de um especial no Digestivo, e esta é a minha contribuição.
No Digestivo, também tem uma coluna minha sobre o cruzeiro que eu fiz em fevereiro. Engraçado, eu conto as coisas das quais não gostei, daí algumas pessoas comentaram que adoraram essas coisas, e então percebo que as pessoas que adoraram têm justamente aquele perfil que me desagradou no navio. Prova de que não foi implicância minha...
No Digestivo, também tem uma coluna minha sobre o cruzeiro que eu fiz em fevereiro. Engraçado, eu conto as coisas das quais não gostei, daí algumas pessoas comentaram que adoraram essas coisas, e então percebo que as pessoas que adoraram têm justamente aquele perfil que me desagradou no navio. Prova de que não foi implicância minha...
7.3.06
Limitações
No ambiente corporativo, a gente aprende sempre que precisa superar nossos limites, a qualquer custo. Aliás, reconhecer que se tem limites não é uma boa idéia.
Aí vem minha professora de yoga e fala: "posturas mais difíceis normalmente nos fazem ter contato com nossas limitações. É preciso aprender a lidar com elas".
Nada de superar ou ignorar limitações. Apenas reconhecê-las e aprender com elas.
Não que a gente não faça um esforcinho para superar aquela limitação. Fazemos sim. Mas só o fato de você ter permissão para ser limitada em algum aspecto já dá um grande alívio. E aí, vem a tranquilidade para poder tentar ir um pouquinho mais além. Esticar um pouco mais o joelho, elevar um pouco mais a perna, fazer um pouco mais de força.
Quando eu conseguir transpor isso para o dia-a-dia, vai ser maravilhoso.
Aí vem minha professora de yoga e fala: "posturas mais difíceis normalmente nos fazem ter contato com nossas limitações. É preciso aprender a lidar com elas".
Nada de superar ou ignorar limitações. Apenas reconhecê-las e aprender com elas.
Não que a gente não faça um esforcinho para superar aquela limitação. Fazemos sim. Mas só o fato de você ter permissão para ser limitada em algum aspecto já dá um grande alívio. E aí, vem a tranquilidade para poder tentar ir um pouquinho mais além. Esticar um pouco mais o joelho, elevar um pouco mais a perna, fazer um pouco mais de força.
Quando eu conseguir transpor isso para o dia-a-dia, vai ser maravilhoso.
3.3.06
Ó quanto riso, ó quanta alegria??? Hahahaha!!!
Só depois que o carnaval passou é que fui lembrar desta história, que aconteceu em um carnaval. Talvez tenha sido o pior da minha vida. Uma das dores mais doídas, quiçá a primeira vez que fiquei muito, mas muito triste.
Fui para a praia com o fulano, que não era mais meu namorado, mas mesmo assim eu adorava ele, e por isso aceitei ser rebaixada de primeira-dama para cortesã. Ele ia ficar na casa do amigo em Matinhos, e eu com minha mãe em Guaratuba. Ele prometeu ir me visitar.
Passou o sábado, passou o domingo, e nada dele. Acabei conhecendo um outro menino, muito legal. Ele queria ficar comigo, eu só pensava no outro, mas estava com sede de vingança. Foi daí que eu aprendi que se você quer se vingar, precisa segurar a onda. Até pra ser malvada é preciso ser forte.
Fui de mãos dadas com meu novo amigo para o carnaval de rua. Ele estava com frio e acabei emprestando o agasalho que meu ex havia me dado de aniversário. Quando a merda tem potencial para ser grande, ela fica enorme. A rua estava cheia, mas de repente a multidão se afastou como as águas do Mar Vermelho. E do outro lado, bem na minha frente, estava o meu ex.
Ele ficou puto comigo e eu me desesperei. Mesmo sabendo que ele merecia minha "traição", não consegui segurar a barra. Rolava no meio da rua de tanto chorar e pedir para ele me perdoar.
Ele não me perdoou, meu carnaval acabou e eu voltei para Curitiba com o coração aos pedaços, debaixo de muita chuva. Lembro até hoje de encostar a cabeça no vidro do ônibus, repleto de gotinhas, e sentir muita pena de mim mesmo.
Mas tudo passa, né? Ainda bem.
Fui para a praia com o fulano, que não era mais meu namorado, mas mesmo assim eu adorava ele, e por isso aceitei ser rebaixada de primeira-dama para cortesã. Ele ia ficar na casa do amigo em Matinhos, e eu com minha mãe em Guaratuba. Ele prometeu ir me visitar.
Passou o sábado, passou o domingo, e nada dele. Acabei conhecendo um outro menino, muito legal. Ele queria ficar comigo, eu só pensava no outro, mas estava com sede de vingança. Foi daí que eu aprendi que se você quer se vingar, precisa segurar a onda. Até pra ser malvada é preciso ser forte.
Fui de mãos dadas com meu novo amigo para o carnaval de rua. Ele estava com frio e acabei emprestando o agasalho que meu ex havia me dado de aniversário. Quando a merda tem potencial para ser grande, ela fica enorme. A rua estava cheia, mas de repente a multidão se afastou como as águas do Mar Vermelho. E do outro lado, bem na minha frente, estava o meu ex.
Ele ficou puto comigo e eu me desesperei. Mesmo sabendo que ele merecia minha "traição", não consegui segurar a barra. Rolava no meio da rua de tanto chorar e pedir para ele me perdoar.
Ele não me perdoou, meu carnaval acabou e eu voltei para Curitiba com o coração aos pedaços, debaixo de muita chuva. Lembro até hoje de encostar a cabeça no vidro do ônibus, repleto de gotinhas, e sentir muita pena de mim mesmo.
Mas tudo passa, né? Ainda bem.
PublicitárioT eT padeiroT
Tem certos atendimentos que não sabem fazer um briefing, mas acabam inspirando bons posts...
2.3.06
Diversão: desculpa para estupidez
Eu gosto de carnaval. Não sou daquelas foliãs alucinadas, mas pularia umas horinhas de samba ou marchinha. Um bom carnaval, porém, nem precisa ser assim. Se tiver praia e cerveja, já está óóótemo.
Tem gente que gosta mesmo é da bagunça. Da folia. Da descontração. Da diversão. Também acho óóótemo. As pessoas devem se divertir. Mas se você for ver, muito do conceito de "diversão" passa por incomodar os outros. Ou seja: fazer folia sem perturbar o sossego alheio não tem graça. Portanto, mesmo sem ter o mínimo de vontade, você acaba sendo um componente fundamental da diversão de outrem.
Jogar aquelas espuminhas nojentas, por exemplo. Só tem graça se for em alguém que esteja bem limpinho e sequinho, se escondendo dos malditos sprays como se contivessem ácido sulfúrico.
A música também é um componente importantíssimo da diversão no carnaval. Quanto mais abjeta for, mais alto estará tocando. Ouvir um desses "sucessos" no walkman (sorry, no iPod…), de você para você mesmo, não é divertido. Bom mesmo é alugar o ouvido de todo mundo tocando uma música horrorosa beeeem alta.
E ai de você se reclamar! Não gosta de receber espuminhas na cara? É mau-humorado! Se irrita com funk tocando nas alturas? Tá ficando velho!
É, pode até ser… No entanto, se respeito e boa educação tivessem a ver com idade, não haveria tantos pais e mães estúpidos procriando monstrinhos por aí.
Tem gente que gosta mesmo é da bagunça. Da folia. Da descontração. Da diversão. Também acho óóótemo. As pessoas devem se divertir. Mas se você for ver, muito do conceito de "diversão" passa por incomodar os outros. Ou seja: fazer folia sem perturbar o sossego alheio não tem graça. Portanto, mesmo sem ter o mínimo de vontade, você acaba sendo um componente fundamental da diversão de outrem.
Jogar aquelas espuminhas nojentas, por exemplo. Só tem graça se for em alguém que esteja bem limpinho e sequinho, se escondendo dos malditos sprays como se contivessem ácido sulfúrico.
A música também é um componente importantíssimo da diversão no carnaval. Quanto mais abjeta for, mais alto estará tocando. Ouvir um desses "sucessos" no walkman (sorry, no iPod…), de você para você mesmo, não é divertido. Bom mesmo é alugar o ouvido de todo mundo tocando uma música horrorosa beeeem alta.
E ai de você se reclamar! Não gosta de receber espuminhas na cara? É mau-humorado! Se irrita com funk tocando nas alturas? Tá ficando velho!
É, pode até ser… No entanto, se respeito e boa educação tivessem a ver com idade, não haveria tantos pais e mães estúpidos procriando monstrinhos por aí.
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