Hoje, pra alguma coisa chamar a atenção, tem que ser diferente. Por isso, pensei em uma nova modalidade esportiva feminina: 100 metros rasos atrás de cachorro. Provavelmente vai atrair muitos patrocinadores, pois reúne dois dos argumentos mais utilizados nas propagandas: mulheres e cães.
Podem competir somente mulheres que possuem cachorrinhos pequenos de raça, daqueles bem bobos e com o instinto animal, original de fábrica, completamente neutralizado. A prova consiste no seguinte: as mulheres se posicionam na pista de corrida, que deve ser uma rua que cruze uma avenida bem grande e perigosa, por onde passam ônibus e carros em alta velocidade.
As mulheres ficam alinhadas nesta rua, atrás de uma porteira. Quando estiverem prontas, seus cachorrinhos bobinhos são soltos em direção à grande avenida. Nisso, as porteiras se abrem e as mulheres podem correr atrás dos bichinhos. Quem conseguir salvar o seu primeiro, ganha.
Tive a inspiração para esta nova modalidade esportiva hoje de manhã, quando ajudei uma mulher desesperada a correr atrás de seu beagle fujão. Nem pensei duas vezes em ser solidária: se meu bebê fugisse, eu também me descabelaria atrás dele.
No final, deu tudo certo: a histérica pegou o beagle e eu nem torci o tornozelo, mesmo correndo ladeira abaixo de sandália plataforma.
22.2.06
21.2.06
U2 e Rolling Stones: eu não fui
Tem gente que discorda dessa euforia toda em cima dos shows dos Stones e do U2. Acho a opinião polêmica e exagerada, mas ainda bem que tem alguém que vai contra a corrente.
Eu não fui. Não ficaria horas plantada na praia para conseguir um bom lugar no show do Rolling Stones, também não ficaria horas em uma fila para comprar um ingresso caríssimo para o show do U2. Mas talvez eu não saiba o que é ser uma fã desesperada. Graças a Deus.
Tem muita gente que vai só para dizer que foi. Porque não suporta ficar de fora de nada. Que não se garante com suas opiniões. Que precisa cumprir uma lista de coisas para ver, fazer e gostar, como uma gincana para parecer cool.
Eu sei o que é isso. Acontece principalmente na adolescência, mas podem haver recaídas na vida adulta. Eu quase desisti do show do Pearl Jam em novembro do ano passado. Estava caro, eu já tinha gastado dinheiro em outras coisas. Mas pensei: será que eu não vou me arrepender no dia seguinte?
Ainda bem que eu fui.
Eu não fui. Não ficaria horas plantada na praia para conseguir um bom lugar no show do Rolling Stones, também não ficaria horas em uma fila para comprar um ingresso caríssimo para o show do U2. Mas talvez eu não saiba o que é ser uma fã desesperada. Graças a Deus.
Tem muita gente que vai só para dizer que foi. Porque não suporta ficar de fora de nada. Que não se garante com suas opiniões. Que precisa cumprir uma lista de coisas para ver, fazer e gostar, como uma gincana para parecer cool.
Eu sei o que é isso. Acontece principalmente na adolescência, mas podem haver recaídas na vida adulta. Eu quase desisti do show do Pearl Jam em novembro do ano passado. Estava caro, eu já tinha gastado dinheiro em outras coisas. Mas pensei: será que eu não vou me arrepender no dia seguinte?
Ainda bem que eu fui.
17.2.06
Você sabe que está ficando velha quando…
Receber um elogio logo cedo já garante 50% de um dia feliz. Felicidade que está relacionada à apreciação positiva dos seus atributos físicos ou mentais.
1) Por exemplo, quando uma colega de trabalho admira o brilho do seu cabelo.
2) Quando um operário da construção civil emite sons de aprovação pela sua constituição corporal.
3) Ou quando o chefe reconhece publicamente que boa parte do sucesso de tal projeto deve-se aos seus talentos.
Mas o elogio que me fez feliz hoje não teve nada a ver com estes. Me peguei sorrindo e saltitando depois de a médica olhar atentamente os exames e dizer com um tom de aprovação:
"puxa, seu colesterol HDL está excelente!"
1) Por exemplo, quando uma colega de trabalho admira o brilho do seu cabelo.
2) Quando um operário da construção civil emite sons de aprovação pela sua constituição corporal.
3) Ou quando o chefe reconhece publicamente que boa parte do sucesso de tal projeto deve-se aos seus talentos.
Mas o elogio que me fez feliz hoje não teve nada a ver com estes. Me peguei sorrindo e saltitando depois de a médica olhar atentamente os exames e dizer com um tom de aprovação:
"puxa, seu colesterol HDL está excelente!"
16.2.06
What a f...
Palavrões. Eu adooooro falar palavrão! Hoje escrevi 2 comentários: um com "caralho" e outro com "merda".
Pena que isso não faz bem pra minha imagem...
Pena que isso não faz bem pra minha imagem...
Salada que vale por um bifinho
Minha relação com saladas é recente. Eu gosto, mas normalmente prefiro que seja acompanhamento, e não prato principal.
Até eu descobrir a salada Atum Contemporâneo do Chef Vergé.
Ela tem folhas verdes, atum ralado, palmito, croutons e queijo parmesão. É uma verdadeira refeição, dá pra aguentar uma tarde inteirinha de trabalho depois.
Com certeza não deve ser light, porque é muito gostosa. E eu li em algum lugar que esse palmito "permitido" é beeem calórico.
Sugiro pedir sem o molho mostarda: além de muito ácido, as folhas menores e os croutons que vão para o fundo do prato ficam empapados. Arghh!
Até eu descobrir a salada Atum Contemporâneo do Chef Vergé.
Ela tem folhas verdes, atum ralado, palmito, croutons e queijo parmesão. É uma verdadeira refeição, dá pra aguentar uma tarde inteirinha de trabalho depois.
Com certeza não deve ser light, porque é muito gostosa. E eu li em algum lugar que esse palmito "permitido" é beeem calórico.
Sugiro pedir sem o molho mostarda: além de muito ácido, as folhas menores e os croutons que vão para o fundo do prato ficam empapados. Arghh!
Lição do dia: não subestime as pessoas
Você acha que a pessoa é de tal jeito e que você sabe mais do que ela.
Aí você vai lá e tenta justamente isso: mostrar que conhece aquilo que ela ignora.
Mais tarde, você fica sabendo que ela sabe muito mais daquilo sobre você.
Aí você faz um post no blog pra se punir e pra lembrar de nunca mais ter pré-conceitos.
Aí você vai lá e tenta justamente isso: mostrar que conhece aquilo que ela ignora.
Mais tarde, você fica sabendo que ela sabe muito mais daquilo sobre você.
Aí você faz um post no blog pra se punir e pra lembrar de nunca mais ter pré-conceitos.
14.2.06
A vida é feita de som e imagem
O que seria da cena clássica de Psicose - a sombra da faca na cortina do box - sem aquela música? Muito menos assustadora...
Para conhecer o básico da relação entre som e imagem na publicidade e no cinema, passe um sábado agradável no Workshop de Produção de Áudio de Tatá Vaz - dia 11 de março, das 10h às 17h, com 1 hora de intervalo para almoço.
Para visualizar o cartaz em tamanho maior, é só clicar.
3.2.06
Eu fui prá lá de navio
Duas coisas sempre me fascinaram na vida: mar e trens. Tive a felicidade de passar todas as minhas férias de infância em alguma praia. Às vezes até 30 dias direto. Mar de manhã, soninho à tarde, depois pão ou sonho fresco que aqueles moços vendiam em suas cestas de vime apoiadas nos bancos traseiros das bicicletas barra-forte.
E os trens eu via quando visitava a Dona Francisca em Guajuvira, às margens do Rio Iguaçu. Tomávamos café com bolo na sala da casa de madeira e lá pelas 4 ou 5 horas o trem passava. Corríamos para a janela e contávamos os vagões. Muito tempo depois, um desses trens descarrilhou e incendiou metade de Guajuvira, inclusive a casa da Dona Francisca. Ela só foi morrer mais tarde, ainda bem que não por culpa do trem que eu tanto gostava.
Esses dias vi um programa na TV sobre o Rio Tietê. Como ele é limpo e imponente depois de São Paulo! A certa altura, lá estavam o trem e a água, que não era de mar, mas era água. E na água uma grande barcaça, carregando o equivalente a 83 carretas!!! Trens chegando e descarregando grãos na barcaça, barcaça seguindo pelo rio, rio que lembra mar. E assim estou de volta ao mar. Dessa vez, em alto mar. Já andei de bicicleta, já andei de trem, já andei de avião. Agora, vou andar de navio.
E os trens eu via quando visitava a Dona Francisca em Guajuvira, às margens do Rio Iguaçu. Tomávamos café com bolo na sala da casa de madeira e lá pelas 4 ou 5 horas o trem passava. Corríamos para a janela e contávamos os vagões. Muito tempo depois, um desses trens descarrilhou e incendiou metade de Guajuvira, inclusive a casa da Dona Francisca. Ela só foi morrer mais tarde, ainda bem que não por culpa do trem que eu tanto gostava.
Esses dias vi um programa na TV sobre o Rio Tietê. Como ele é limpo e imponente depois de São Paulo! A certa altura, lá estavam o trem e a água, que não era de mar, mas era água. E na água uma grande barcaça, carregando o equivalente a 83 carretas!!! Trens chegando e descarregando grãos na barcaça, barcaça seguindo pelo rio, rio que lembra mar. E assim estou de volta ao mar. Dessa vez, em alto mar. Já andei de bicicleta, já andei de trem, já andei de avião. Agora, vou andar de navio.
30.1.06
Aonde nos levam as pápricas
Depois de algum tempo, resolvi colocar "Paprica Picante" no Google para ver o que ele me dizia. Não é que aparecemos em terceiro lugar? Da primeira vez em que dei essa busca, o blog aparecia no final da segunda página. Alguns dias depois, nem aparecia mais. Ficou semanas assim. E agora, estamos lá em cima no ranking. Yes!
Bem, grande coisa para quem não queria divulgar o blog. Para quem não dá nome ao filho mas também não permanece completamente anônima. Deixa prá lá, vou curtir meu lugar ao sol, ou melhor, meu lugar ao Google.
Ok, o link aparece quando alguém digita "Páprica Picante". Essa pessoa provavelmente vai atrás de receitas, não de textos. O Google não descobriu ainda, mas o blog é irrelevante para esta busca. Será que o aficcionado por temperos tem curiosidade em saber qual o sabor dos textos deste "Páprica"?
Bem, grande coisa para quem não queria divulgar o blog. Para quem não dá nome ao filho mas também não permanece completamente anônima. Deixa prá lá, vou curtir meu lugar ao sol, ou melhor, meu lugar ao Google.
Ok, o link aparece quando alguém digita "Páprica Picante". Essa pessoa provavelmente vai atrás de receitas, não de textos. O Google não descobriu ainda, mas o blog é irrelevante para esta busca. Será que o aficcionado por temperos tem curiosidade em saber qual o sabor dos textos deste "Páprica"?
23.1.06
Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum
- Eu não quero ir de avião.
- Mas porque? É muito mais rápido, mais chique, a gente encontra os artistas da Globo!
- Não quero saber, prefiro ficar horas na estrada. Prefiro mil vezes ir de ônibus e sentar ao lado de uma criança comendo miliopã do que viajar de avião com o Marcelo Antony.
- Arghhh! Mas que medo ridículo é esse? Você sabia que morrem mais pessoas de acidente de carr…
- … do que de acidentes aéreos? Já sabia sim. Aliás, estatística de avião é comigo mesmo. É só perguntar!
- Então, menina, é só racionalizar.
- Ana, se fosse racional eu não tava aqui discutindo com você. Já esqueceu que eu sou a que pensa por aqui?
- Hummm, adianta muito ser tããããão inteligente e não ter coragem nem de chegar perto de um avião…
- Pois saiba que os fóbicos normalmente são pessoas muito bem-sucedidas profissionalmente, com Q.I. acima do normal.
- Tá bom, tá bom! Medo do que você tem, especificamente?
- De morrer, oras! De cair lá de cima, de sentir aquela dor no peito que eu sinto quando tenho pesadelo com queda, de me espatifar no chão.
- Mas quando o avião cai, as pessoas morrem antes dele bater no solo.
- Ah, então tá tudo bem! Puxa, se você não tivesse me dado essa informação eu nunca ia perder o medo de me espatifar! Ok, pode continuar, falta só o de cair e o de morrer.
- Todos nós vamos morrer um dia. "Do pó vieste, ao pó voltarás".
- Brigada, prefiro morrer de outra coisa.
- A gente não tem escolha.
- Eu sei. Mas prefiro diminuir as chances de que a minha morte seja por desastre aéreo.
- Imagina, não fica pensando nisso. Viva com desapego! Aliás, você já teve tanta coisa boa na vida!
- Ah, tá, e por isso acabou a minha cota, é? De jeito nenhum! Ainda não conheci o canyon do Guartelá, não comi lagosta a termidor, não fiz sexo tântrico…
- Olha, tá difícil, viu? Você é quem sabe. Mas eu é que não vou de ônibus. Cada uma vai por si e a gente se encontra lá.
- Valeu o apoio, amiga da onça…
- Bem, eu vou indo. Preciso passar na agência, reservar o hotel e comprar a passagem. A gente se fala depois pra comb…. AHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!! SOCORRO!!!!!!!
- O que é que foi?
- TEM UMA ARANHA NA PORTA!!!!!!
- Mas é só um inseto, ela deve ter mais medo de você, com essa bocarra aberta e esse cabelo arrepiado, do que você dela.
- TIRA ELA DAQUI!!!
- Tira você, Ana. Dá uma chinelada nela.
- EU TENHO PAVOOOOR DE ARANHA!
- Ana, seja racional, ela não vai pular em você. Sabe que, estatisticamente, é muito mais fácil você morrer intoxicada com rímel do que picada por uma aranha?
- Mas porque? É muito mais rápido, mais chique, a gente encontra os artistas da Globo!
- Não quero saber, prefiro ficar horas na estrada. Prefiro mil vezes ir de ônibus e sentar ao lado de uma criança comendo miliopã do que viajar de avião com o Marcelo Antony.
- Arghhh! Mas que medo ridículo é esse? Você sabia que morrem mais pessoas de acidente de carr…
- … do que de acidentes aéreos? Já sabia sim. Aliás, estatística de avião é comigo mesmo. É só perguntar!
- Então, menina, é só racionalizar.
- Ana, se fosse racional eu não tava aqui discutindo com você. Já esqueceu que eu sou a que pensa por aqui?
- Hummm, adianta muito ser tããããão inteligente e não ter coragem nem de chegar perto de um avião…
- Pois saiba que os fóbicos normalmente são pessoas muito bem-sucedidas profissionalmente, com Q.I. acima do normal.
- Tá bom, tá bom! Medo do que você tem, especificamente?
- De morrer, oras! De cair lá de cima, de sentir aquela dor no peito que eu sinto quando tenho pesadelo com queda, de me espatifar no chão.
- Mas quando o avião cai, as pessoas morrem antes dele bater no solo.
- Ah, então tá tudo bem! Puxa, se você não tivesse me dado essa informação eu nunca ia perder o medo de me espatifar! Ok, pode continuar, falta só o de cair e o de morrer.
- Todos nós vamos morrer um dia. "Do pó vieste, ao pó voltarás".
- Brigada, prefiro morrer de outra coisa.
- A gente não tem escolha.
- Eu sei. Mas prefiro diminuir as chances de que a minha morte seja por desastre aéreo.
- Imagina, não fica pensando nisso. Viva com desapego! Aliás, você já teve tanta coisa boa na vida!
- Ah, tá, e por isso acabou a minha cota, é? De jeito nenhum! Ainda não conheci o canyon do Guartelá, não comi lagosta a termidor, não fiz sexo tântrico…
- Olha, tá difícil, viu? Você é quem sabe. Mas eu é que não vou de ônibus. Cada uma vai por si e a gente se encontra lá.
- Valeu o apoio, amiga da onça…
- Bem, eu vou indo. Preciso passar na agência, reservar o hotel e comprar a passagem. A gente se fala depois pra comb…. AHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!! SOCORRO!!!!!!!
- O que é que foi?
- TEM UMA ARANHA NA PORTA!!!!!!
- Mas é só um inseto, ela deve ter mais medo de você, com essa bocarra aberta e esse cabelo arrepiado, do que você dela.
- TIRA ELA DAQUI!!!
- Tira você, Ana. Dá uma chinelada nela.
- EU TENHO PAVOOOOR DE ARANHA!
- Ana, seja racional, ela não vai pular em você. Sabe que, estatisticamente, é muito mais fácil você morrer intoxicada com rímel do que picada por uma aranha?
18.1.06
As garotas desfilando, os rapazes a beber
Ela faz aniversário hoje e está treinando a redação publicitária no convite. Dá pra ver que a moça tem talento! Então, vamos desfilar e beber no James?
Um post no blog serve de sustituto para um testimonial no Orkut? Te adoro!
Parabéns, Patinha!
Um post no blog serve de sustituto para um testimonial no Orkut? Te adoro!
Parabéns, Patinha!
16.1.06
Gentileza
Estou muito orgulhosa de mim mesma.
Hoje fui educada com todas as pessoas que me serviram, no shopping e na loja. Fiz meus pedidos em voz baixa. Pedi por favor a todas. Agradeci mais vezes do que precisava. Abri um sorriso mesmo quando não me deram desconto. Fui gentil quando me olharam com cara de parvos. Deixei um casal passar na minha frente na escada rolante. Não olhei feio para o homem que grudou atrás de mim no caixa eletrônico. Não devolvi o prato apesar de terem colocado vinagre na minha salada.
Será que é culpa das botucas da Graciosa? Ou das águas do Nhundiaquara?
Hoje fui educada com todas as pessoas que me serviram, no shopping e na loja. Fiz meus pedidos em voz baixa. Pedi por favor a todas. Agradeci mais vezes do que precisava. Abri um sorriso mesmo quando não me deram desconto. Fui gentil quando me olharam com cara de parvos. Deixei um casal passar na minha frente na escada rolante. Não olhei feio para o homem que grudou atrás de mim no caixa eletrônico. Não devolvi o prato apesar de terem colocado vinagre na minha salada.
Será que é culpa das botucas da Graciosa? Ou das águas do Nhundiaquara?
5.1.06
Férias: Curitiba não morreu, mas está no modo econômico
Você percebe que Curitiba está um pouco menos provinciana porque encontra bares abertos mesmo nos primeiros dias depois das festas de final de ano. Ainda estamos na primeira semana de 2006 e, felizmente, é possível encontrar alguns lugares dispostos a alegrar a vida daqueles que não fazem parte da massa que passa janeiro inteiro em Caiobá.
Mesmo assim, a cidade está agradavelmente vazia. O trânsito é ótimo. Dá para passear com relativa tranquilidade no final da tarde no Parque Barigui (e olha que, nessas alturas, ele é a praia de quem precisa ficar por aqui trabalhando). Mas o melhor é a rádio. Os anunciantes permanecem com a visão tacanha de que no começo do ano tudo pára, não vale a pena fazer comunicação. Como se as pessoas deixassem de comprar nessa época...
Como "pessoa física", fiquei feliz em poder curtir vários clássicos do rock, um em seguida do outro, sem intervalos comerciais para atrapalhar. Mas como publicitária, fiquei pensando em um monte de coisas que as empresas, restaurantes e cinemas poderiam estar fazendo para incentivar quem ficou na cidade a gastar com eles.
Mesmo quem não está de férias do trabalho, provavelmente esteja dando um tempo das outras atividades - faculdade, cursos, academia. Essas pessoas querem algo para fazer. Querem aproveitar as férias, mesmo que sejam meias-férias e que sejam passadas na cidade. E ninguém se tocou disso ainda?
Nessas horas, a gente vê que, em termos de mercado publicitário, Curitiba ainda é uma quitanda.
P.S.: a comparação mercado-quitanda não é minha, mas é óóóótima, né?
Mesmo assim, a cidade está agradavelmente vazia. O trânsito é ótimo. Dá para passear com relativa tranquilidade no final da tarde no Parque Barigui (e olha que, nessas alturas, ele é a praia de quem precisa ficar por aqui trabalhando). Mas o melhor é a rádio. Os anunciantes permanecem com a visão tacanha de que no começo do ano tudo pára, não vale a pena fazer comunicação. Como se as pessoas deixassem de comprar nessa época...
Como "pessoa física", fiquei feliz em poder curtir vários clássicos do rock, um em seguida do outro, sem intervalos comerciais para atrapalhar. Mas como publicitária, fiquei pensando em um monte de coisas que as empresas, restaurantes e cinemas poderiam estar fazendo para incentivar quem ficou na cidade a gastar com eles.
Mesmo quem não está de férias do trabalho, provavelmente esteja dando um tempo das outras atividades - faculdade, cursos, academia. Essas pessoas querem algo para fazer. Querem aproveitar as férias, mesmo que sejam meias-férias e que sejam passadas na cidade. E ninguém se tocou disso ainda?
Nessas horas, a gente vê que, em termos de mercado publicitário, Curitiba ainda é uma quitanda.
P.S.: a comparação mercado-quitanda não é minha, mas é óóóótima, né?
Blogs também têm personalidade. Qual é a do seu?
| Your Blogging Type Is the Private Performer |
Your blog is your stage - with your visitors your adoring fans. At least, that's how you write with your witty one liners. And while you like attention, you value your privacy. You're likely to have an anonymous blog - or turn off comments. |
4.1.06
Coisas que aprendi na praia
Três cervejas por pessoa é insuficiente.
Um belo bronzeado deixa bonita até a mais desprezível das barrigas.
Quatro Ilhas é muito melhor que Mariscal.
10 quilos de marisco é muito para 7 pessoas.
1,7 quilos de camarão é pouco para 8 pessoas.
Os homens de sunga azul são os mais bonitos da praia.
Arroz de alho com pirão de peixe é muuuito bãããoooo!!!
Um belo bronzeado deixa bonita até a mais desprezível das barrigas.
Quatro Ilhas é muito melhor que Mariscal.
10 quilos de marisco é muito para 7 pessoas.
1,7 quilos de camarão é pouco para 8 pessoas.
Os homens de sunga azul são os mais bonitos da praia.
Arroz de alho com pirão de peixe é muuuito bãããoooo!!!
21.12.05
13.12.05
Minha lista de presentes de Natal
Querido Papai Noel
Preciso confessar que gostaria de ter sido mais boazinha neste ano que passou, mas acabou não rolando. Mesmo com as gotinhas da homeopatia, meu gênio não melhorou muito.
Gostaria de ter gritado menos, ter sido menos ranzinza e rancorosa; preferia ter sido mais calma, equilibrada e controlada; deveria ter feito mais exercícios e menos tempestades em copos d´água já tão perto de transbordar. Mesmo assim, me arrisco a fazer uma listinha de presentes. Deixo para você decidir se mereço ou não ganhá-los, ok?
1) válvula de pressão para segurar a onda quando o sangue ferve
2) espelho para enxergar verdades
3) óculos para ver nos outros o que eles mostram e a gente não presta atenção
4) um salto bem alto e bem firme para ajudar a manter o nível nas situações críticas
5) dispositivo para amolecer o coração
6) interruptor para desligar pensamentos sombrios nas noites de domingo
7) inibidor de superego
8) dispositivo de abstração de situações absurdas
9) kit felicidade: saúde, paz, gratidão e bom humor
10) um adidas creme e rosa, que ninguém é de ferro.
É isso aí, Santa Claus. Espero que você apareça lá em casa na noite do dia 24. Nem que seja só para me dar um abraço bem apertado e um beijinho de Feliz Natal.
Preciso confessar que gostaria de ter sido mais boazinha neste ano que passou, mas acabou não rolando. Mesmo com as gotinhas da homeopatia, meu gênio não melhorou muito.
Gostaria de ter gritado menos, ter sido menos ranzinza e rancorosa; preferia ter sido mais calma, equilibrada e controlada; deveria ter feito mais exercícios e menos tempestades em copos d´água já tão perto de transbordar. Mesmo assim, me arrisco a fazer uma listinha de presentes. Deixo para você decidir se mereço ou não ganhá-los, ok?
1) válvula de pressão para segurar a onda quando o sangue ferve
2) espelho para enxergar verdades
3) óculos para ver nos outros o que eles mostram e a gente não presta atenção
4) um salto bem alto e bem firme para ajudar a manter o nível nas situações críticas
5) dispositivo para amolecer o coração
6) interruptor para desligar pensamentos sombrios nas noites de domingo
7) inibidor de superego
8) dispositivo de abstração de situações absurdas
9) kit felicidade: saúde, paz, gratidão e bom humor
10) um adidas creme e rosa, que ninguém é de ferro.
É isso aí, Santa Claus. Espero que você apareça lá em casa na noite do dia 24. Nem que seja só para me dar um abraço bem apertado e um beijinho de Feliz Natal.
5.12.05
Ferida profunda
Como o churrasco seria em uma chácara, ao ar livre, aproveitei para levar o cachorro. O bichinho nunca vê mato, no máximo a grama e os tufos que conseguem vencer as pedras das calçadas. Mas como ele não obedece e sai correndo, ficou preso a uma árvore, com seus 5 metros de guia marcando o diâmetro da área em que poderia circular. Um pedacinho de carne jogado aqui, um ossinho largado ali, e ele foi fazendo a festa. De vez em quando, alguém ia até perto dele e fazia um cafuné.
Eu não vi quando o outro cachorro chegou. Estava na "casinha" fazendo xixi e escutei o choro alucinado. Terminei calmamente porque havia muita gente ali para ajudar. Se eles pensaram que eu ia ficar histérica e desvairada, estavam muito enganados. Não é porque eu adoro o cachorro que ia derrubar a "casinha" e sair correndo com a calcinha no meio dos joelhos e um pedaço de papel higiênico na mão. De mais a mais, entremeada aos gritos lancinantes, uma voz dizia "calma, calma, tá tudo bem, já passou".
Os choros diminuiram e se transformaram em gemidos carregados de dor e revolta. Digam o que quiserem, mas os cachorros também expressam raiva, tristeza, humilhação. Ele olhava desconfiado para as pessoas que o acalmavam e se encolhia todo sob as mãos que lhe alisavam o pelo molhado da baba do grande cachorro preto.
Apesar dos gritos, não havia ferimento aparente. Depois de um tempo, ele voltou a latir pelos pedacinhos de carne e a fazer festa para quem lhe desse atenção. Continuou bem a tarde toda e voltou dormindo no carro. Mas quando chegou em casa, foi para seu lugar no sofá e lá ficou. Deitado, com a cabeça apoiada nas patinhas esticadas à frente, olhava de baixo para cima com os olhinhos bem pretos e úmidos. Era o olhar de quem havia sido vítima de uma injustiça.
Não tem como saber o que ele está pensando desde o ataque do outro cachorro. Mais tarde, quando percebi que certos movimentos eram acompanhados de gemidos, examinei novamente o corpinho e encontrei a mordida. Havia um pequeno furo de um lado e um arranhão de outro. Apesar da dor física, penso que o principal machucado tinha sido no orgulho dele.
Por estar preso, não pôde se defender adequadamento do outro cachorro. Mesmo sendo um pequeno poddle, nunca teve medo de raças maiores e sempre colocou limites quando as brincadeiras ultrapassavam o ponto em que ele as considerava seguras ou agradáveis. Ser atacado por um cão maior e solto era covardia. Talvez seja por isso que seu olhar esteja transmitindo muito mais tristeza do que dor física.
O pior quando se sofre uma violência é não poder reagir. A sensação de impotência traz sérios danos ao orgulho e à auto-estima. Mesmo depois de já ter começado a cicatrizar, vejo que a ferida é muito mais profunda do que aparenta, chegou ao coração do cachorro. Ele vai se recuperar. Mas enquanto isso, anda quieto e sem graça pela casa. Ele aprendeu, de uma maneira difícil, o quanto dói uma injustiça.
Eu não vi quando o outro cachorro chegou. Estava na "casinha" fazendo xixi e escutei o choro alucinado. Terminei calmamente porque havia muita gente ali para ajudar. Se eles pensaram que eu ia ficar histérica e desvairada, estavam muito enganados. Não é porque eu adoro o cachorro que ia derrubar a "casinha" e sair correndo com a calcinha no meio dos joelhos e um pedaço de papel higiênico na mão. De mais a mais, entremeada aos gritos lancinantes, uma voz dizia "calma, calma, tá tudo bem, já passou".
Os choros diminuiram e se transformaram em gemidos carregados de dor e revolta. Digam o que quiserem, mas os cachorros também expressam raiva, tristeza, humilhação. Ele olhava desconfiado para as pessoas que o acalmavam e se encolhia todo sob as mãos que lhe alisavam o pelo molhado da baba do grande cachorro preto.
Apesar dos gritos, não havia ferimento aparente. Depois de um tempo, ele voltou a latir pelos pedacinhos de carne e a fazer festa para quem lhe desse atenção. Continuou bem a tarde toda e voltou dormindo no carro. Mas quando chegou em casa, foi para seu lugar no sofá e lá ficou. Deitado, com a cabeça apoiada nas patinhas esticadas à frente, olhava de baixo para cima com os olhinhos bem pretos e úmidos. Era o olhar de quem havia sido vítima de uma injustiça.
Não tem como saber o que ele está pensando desde o ataque do outro cachorro. Mais tarde, quando percebi que certos movimentos eram acompanhados de gemidos, examinei novamente o corpinho e encontrei a mordida. Havia um pequeno furo de um lado e um arranhão de outro. Apesar da dor física, penso que o principal machucado tinha sido no orgulho dele.
Por estar preso, não pôde se defender adequadamento do outro cachorro. Mesmo sendo um pequeno poddle, nunca teve medo de raças maiores e sempre colocou limites quando as brincadeiras ultrapassavam o ponto em que ele as considerava seguras ou agradáveis. Ser atacado por um cão maior e solto era covardia. Talvez seja por isso que seu olhar esteja transmitindo muito mais tristeza do que dor física.
O pior quando se sofre uma violência é não poder reagir. A sensação de impotência traz sérios danos ao orgulho e à auto-estima. Mesmo depois de já ter começado a cicatrizar, vejo que a ferida é muito mais profunda do que aparenta, chegou ao coração do cachorro. Ele vai se recuperar. Mas enquanto isso, anda quieto e sem graça pela casa. Ele aprendeu, de uma maneira difícil, o quanto dói uma injustiça.
2.12.05
Pearl Jam, parte II - estatísticas
Uniforme básico da galera:
1) camisa do Pearl Jam
2) camisa do Ramones
3) camisa preta
4) sem camisa
Homens x mulheres:
70% x 30%
Cotação da cerveja:
R$ 3,00 (na banca)
R$ 4,00 (no ambulante)
R$ 5,00 (no câmbio negro, após 21h30)
Idiomas:
1) Português
2) Portinglês (Eddie Vedder)
3) Embromation (galera cantando)
4) Deutsch (um pirado pedindo informação na porta do banheiro)
Metáforas:
1) Show Orkut: onde você encontra colegas de escola e faculdade que nunca mais tinha visto.
2) Show de Fé: você não consegue ver o Eddie Vedder à distância, mas acredita piamente que é ele quem está lá.
Tipos de público:
1) público carteira de estudante - de 15 a 25
2) público leite em pó - acima de 25
3) público relógio - acima de 45, contando as horas para acabar o show e levar as crianças pra casa
Cardápio da noite:
1) Skol
2) Skol
3) Nova Schin
4) Nova Schin
5) Nova Schin
6) sprite genérico
7) crepe
8) suco de goiaba com cenoura
Cardápio da manhã seguinte:
Água, água, água, café, neosaldina, água.
Atividade física:
1) caminhar até a Pedreira
2) andar até a banquinha de cerveja
3) pular no lugar
4) correr atrás do Interbairros II
5) rastejar até o chuveiro
6) cair na cama
1) camisa do Pearl Jam
2) camisa do Ramones
3) camisa preta
4) sem camisa
Homens x mulheres:
70% x 30%
Cotação da cerveja:
R$ 3,00 (na banca)
R$ 4,00 (no ambulante)
R$ 5,00 (no câmbio negro, após 21h30)
Idiomas:
1) Português
2) Portinglês (Eddie Vedder)
3) Embromation (galera cantando)
4) Deutsch (um pirado pedindo informação na porta do banheiro)
Metáforas:
1) Show Orkut: onde você encontra colegas de escola e faculdade que nunca mais tinha visto.
2) Show de Fé: você não consegue ver o Eddie Vedder à distância, mas acredita piamente que é ele quem está lá.
Tipos de público:
1) público carteira de estudante - de 15 a 25
2) público leite em pó - acima de 25
3) público relógio - acima de 45, contando as horas para acabar o show e levar as crianças pra casa
Cardápio da noite:
1) Skol
2) Skol
3) Nova Schin
4) Nova Schin
5) Nova Schin
6) sprite genérico
7) crepe
8) suco de goiaba com cenoura
Cardápio da manhã seguinte:
Água, água, água, café, neosaldina, água.
Atividade física:
1) caminhar até a Pedreira
2) andar até a banquinha de cerveja
3) pular no lugar
4) correr atrás do Interbairros II
5) rastejar até o chuveiro
6) cair na cama
Pearl Jam: jornalista fala o que quer e ouve o que não quer
Uma jornalista da Gazeta escreveu um artigo na edição on line sobre o show do Pearl Jam (leia aqui), ontem. A moça desanca o show, mas o problema não é esse. Ela parece não ter estado por lá. A galera não gostou e, desde ontem, o perfil dela no Orkut tem recebido scraps de protesto.
A Gazeta do Povo é tão ruim, mas tão ruim, que nem publicou uma matéria decente sobre o show ontem. O UOL, que nem é daqui, já tinha colocado a cobertura na internet antes mesmo da meia noite do dia 30.
E por falar em textos sobre o Pearl Jam, semana que vem, dia 8, sai a minha versão, no Digestivo.
A Gazeta do Povo é tão ruim, mas tão ruim, que nem publicou uma matéria decente sobre o show ontem. O UOL, que nem é daqui, já tinha colocado a cobertura na internet antes mesmo da meia noite do dia 30.
E por falar em textos sobre o Pearl Jam, semana que vem, dia 8, sai a minha versão, no Digestivo.
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