Saiu a lista de finalistas do Prêmio ABEMD de Marketing Direto. A GreyZest Direct tem três indicados. Um deles é cria minha também: Campanha Nacional de Combate à Dengue. Pelo menos o bronze tá garantido!
Veja a lista completa aqui.
30.3.06
28.3.06
16.3.06
É um complô, é?
'Mulheres servem para criar filhos, nao para criar anuncios'
Pelo jeito, o desemprego para nós vai chegar em menos de 10 anos.
Mais uma do Blue Bus de hoje, leia aqui.
Pelo jeito, o desemprego para nós vai chegar em menos de 10 anos.
Mais uma do Blue Bus de hoje, leia aqui.
Vou fazer cursinho pra tentar passar em Medicina
Nota no Blue Bus hoje (www.bluebus.com.br).
Criativos e blogueiros deixam de existir em 10 anos (hein?)
15:04 A revista FastCompany listou 6 profissoes que acha que nao existirao mais em 10 anos. Incluiu os blogueiros e os publicitários de criaçao - junto com os mecânicos de automoveis. Dica do Gawker. 16/03 BBI
Criativos e blogueiros deixam de existir em 10 anos (hein?)
15:04 A revista FastCompany listou 6 profissoes que acha que nao existirao mais em 10 anos. Incluiu os blogueiros e os publicitários de criaçao - junto com os mecânicos de automoveis. Dica do Gawker. 16/03 BBI
14.3.06
O texto seria cômico, se o assunto não fosse trágico...
"Para onde estamos indo?", de Tatá Vaz, publicado no www.paraiba.com.br.
Sobre o Google e sobre cruzeiros marítimos
Hoje, não é exagero dizer que a gente vive em função do Google. Tem o buscador, Orkut e outras ferramentas que vão fazer parte da nossa vida, cada vez mais. O Google é tema de um especial no Digestivo, e esta é a minha contribuição.
No Digestivo, também tem uma coluna minha sobre o cruzeiro que eu fiz em fevereiro. Engraçado, eu conto as coisas das quais não gostei, daí algumas pessoas comentaram que adoraram essas coisas, e então percebo que as pessoas que adoraram têm justamente aquele perfil que me desagradou no navio. Prova de que não foi implicância minha...
No Digestivo, também tem uma coluna minha sobre o cruzeiro que eu fiz em fevereiro. Engraçado, eu conto as coisas das quais não gostei, daí algumas pessoas comentaram que adoraram essas coisas, e então percebo que as pessoas que adoraram têm justamente aquele perfil que me desagradou no navio. Prova de que não foi implicância minha...
7.3.06
Limitações
No ambiente corporativo, a gente aprende sempre que precisa superar nossos limites, a qualquer custo. Aliás, reconhecer que se tem limites não é uma boa idéia.
Aí vem minha professora de yoga e fala: "posturas mais difíceis normalmente nos fazem ter contato com nossas limitações. É preciso aprender a lidar com elas".
Nada de superar ou ignorar limitações. Apenas reconhecê-las e aprender com elas.
Não que a gente não faça um esforcinho para superar aquela limitação. Fazemos sim. Mas só o fato de você ter permissão para ser limitada em algum aspecto já dá um grande alívio. E aí, vem a tranquilidade para poder tentar ir um pouquinho mais além. Esticar um pouco mais o joelho, elevar um pouco mais a perna, fazer um pouco mais de força.
Quando eu conseguir transpor isso para o dia-a-dia, vai ser maravilhoso.
Aí vem minha professora de yoga e fala: "posturas mais difíceis normalmente nos fazem ter contato com nossas limitações. É preciso aprender a lidar com elas".
Nada de superar ou ignorar limitações. Apenas reconhecê-las e aprender com elas.
Não que a gente não faça um esforcinho para superar aquela limitação. Fazemos sim. Mas só o fato de você ter permissão para ser limitada em algum aspecto já dá um grande alívio. E aí, vem a tranquilidade para poder tentar ir um pouquinho mais além. Esticar um pouco mais o joelho, elevar um pouco mais a perna, fazer um pouco mais de força.
Quando eu conseguir transpor isso para o dia-a-dia, vai ser maravilhoso.
3.3.06
Ó quanto riso, ó quanta alegria??? Hahahaha!!!
Só depois que o carnaval passou é que fui lembrar desta história, que aconteceu em um carnaval. Talvez tenha sido o pior da minha vida. Uma das dores mais doídas, quiçá a primeira vez que fiquei muito, mas muito triste.
Fui para a praia com o fulano, que não era mais meu namorado, mas mesmo assim eu adorava ele, e por isso aceitei ser rebaixada de primeira-dama para cortesã. Ele ia ficar na casa do amigo em Matinhos, e eu com minha mãe em Guaratuba. Ele prometeu ir me visitar.
Passou o sábado, passou o domingo, e nada dele. Acabei conhecendo um outro menino, muito legal. Ele queria ficar comigo, eu só pensava no outro, mas estava com sede de vingança. Foi daí que eu aprendi que se você quer se vingar, precisa segurar a onda. Até pra ser malvada é preciso ser forte.
Fui de mãos dadas com meu novo amigo para o carnaval de rua. Ele estava com frio e acabei emprestando o agasalho que meu ex havia me dado de aniversário. Quando a merda tem potencial para ser grande, ela fica enorme. A rua estava cheia, mas de repente a multidão se afastou como as águas do Mar Vermelho. E do outro lado, bem na minha frente, estava o meu ex.
Ele ficou puto comigo e eu me desesperei. Mesmo sabendo que ele merecia minha "traição", não consegui segurar a barra. Rolava no meio da rua de tanto chorar e pedir para ele me perdoar.
Ele não me perdoou, meu carnaval acabou e eu voltei para Curitiba com o coração aos pedaços, debaixo de muita chuva. Lembro até hoje de encostar a cabeça no vidro do ônibus, repleto de gotinhas, e sentir muita pena de mim mesmo.
Mas tudo passa, né? Ainda bem.
Fui para a praia com o fulano, que não era mais meu namorado, mas mesmo assim eu adorava ele, e por isso aceitei ser rebaixada de primeira-dama para cortesã. Ele ia ficar na casa do amigo em Matinhos, e eu com minha mãe em Guaratuba. Ele prometeu ir me visitar.
Passou o sábado, passou o domingo, e nada dele. Acabei conhecendo um outro menino, muito legal. Ele queria ficar comigo, eu só pensava no outro, mas estava com sede de vingança. Foi daí que eu aprendi que se você quer se vingar, precisa segurar a onda. Até pra ser malvada é preciso ser forte.
Fui de mãos dadas com meu novo amigo para o carnaval de rua. Ele estava com frio e acabei emprestando o agasalho que meu ex havia me dado de aniversário. Quando a merda tem potencial para ser grande, ela fica enorme. A rua estava cheia, mas de repente a multidão se afastou como as águas do Mar Vermelho. E do outro lado, bem na minha frente, estava o meu ex.
Ele ficou puto comigo e eu me desesperei. Mesmo sabendo que ele merecia minha "traição", não consegui segurar a barra. Rolava no meio da rua de tanto chorar e pedir para ele me perdoar.
Ele não me perdoou, meu carnaval acabou e eu voltei para Curitiba com o coração aos pedaços, debaixo de muita chuva. Lembro até hoje de encostar a cabeça no vidro do ônibus, repleto de gotinhas, e sentir muita pena de mim mesmo.
Mas tudo passa, né? Ainda bem.
PublicitárioT eT padeiroT
Tem certos atendimentos que não sabem fazer um briefing, mas acabam inspirando bons posts...
2.3.06
Diversão: desculpa para estupidez
Eu gosto de carnaval. Não sou daquelas foliãs alucinadas, mas pularia umas horinhas de samba ou marchinha. Um bom carnaval, porém, nem precisa ser assim. Se tiver praia e cerveja, já está óóótemo.
Tem gente que gosta mesmo é da bagunça. Da folia. Da descontração. Da diversão. Também acho óóótemo. As pessoas devem se divertir. Mas se você for ver, muito do conceito de "diversão" passa por incomodar os outros. Ou seja: fazer folia sem perturbar o sossego alheio não tem graça. Portanto, mesmo sem ter o mínimo de vontade, você acaba sendo um componente fundamental da diversão de outrem.
Jogar aquelas espuminhas nojentas, por exemplo. Só tem graça se for em alguém que esteja bem limpinho e sequinho, se escondendo dos malditos sprays como se contivessem ácido sulfúrico.
A música também é um componente importantíssimo da diversão no carnaval. Quanto mais abjeta for, mais alto estará tocando. Ouvir um desses "sucessos" no walkman (sorry, no iPod…), de você para você mesmo, não é divertido. Bom mesmo é alugar o ouvido de todo mundo tocando uma música horrorosa beeeem alta.
E ai de você se reclamar! Não gosta de receber espuminhas na cara? É mau-humorado! Se irrita com funk tocando nas alturas? Tá ficando velho!
É, pode até ser… No entanto, se respeito e boa educação tivessem a ver com idade, não haveria tantos pais e mães estúpidos procriando monstrinhos por aí.
Tem gente que gosta mesmo é da bagunça. Da folia. Da descontração. Da diversão. Também acho óóótemo. As pessoas devem se divertir. Mas se você for ver, muito do conceito de "diversão" passa por incomodar os outros. Ou seja: fazer folia sem perturbar o sossego alheio não tem graça. Portanto, mesmo sem ter o mínimo de vontade, você acaba sendo um componente fundamental da diversão de outrem.
Jogar aquelas espuminhas nojentas, por exemplo. Só tem graça se for em alguém que esteja bem limpinho e sequinho, se escondendo dos malditos sprays como se contivessem ácido sulfúrico.
A música também é um componente importantíssimo da diversão no carnaval. Quanto mais abjeta for, mais alto estará tocando. Ouvir um desses "sucessos" no walkman (sorry, no iPod…), de você para você mesmo, não é divertido. Bom mesmo é alugar o ouvido de todo mundo tocando uma música horrorosa beeeem alta.
E ai de você se reclamar! Não gosta de receber espuminhas na cara? É mau-humorado! Se irrita com funk tocando nas alturas? Tá ficando velho!
É, pode até ser… No entanto, se respeito e boa educação tivessem a ver com idade, não haveria tantos pais e mães estúpidos procriando monstrinhos por aí.
22.2.06
100 metros rasos atrás de cachorro
Hoje, pra alguma coisa chamar a atenção, tem que ser diferente. Por isso, pensei em uma nova modalidade esportiva feminina: 100 metros rasos atrás de cachorro. Provavelmente vai atrair muitos patrocinadores, pois reúne dois dos argumentos mais utilizados nas propagandas: mulheres e cães.
Podem competir somente mulheres que possuem cachorrinhos pequenos de raça, daqueles bem bobos e com o instinto animal, original de fábrica, completamente neutralizado. A prova consiste no seguinte: as mulheres se posicionam na pista de corrida, que deve ser uma rua que cruze uma avenida bem grande e perigosa, por onde passam ônibus e carros em alta velocidade.
As mulheres ficam alinhadas nesta rua, atrás de uma porteira. Quando estiverem prontas, seus cachorrinhos bobinhos são soltos em direção à grande avenida. Nisso, as porteiras se abrem e as mulheres podem correr atrás dos bichinhos. Quem conseguir salvar o seu primeiro, ganha.
Tive a inspiração para esta nova modalidade esportiva hoje de manhã, quando ajudei uma mulher desesperada a correr atrás de seu beagle fujão. Nem pensei duas vezes em ser solidária: se meu bebê fugisse, eu também me descabelaria atrás dele.
No final, deu tudo certo: a histérica pegou o beagle e eu nem torci o tornozelo, mesmo correndo ladeira abaixo de sandália plataforma.
Podem competir somente mulheres que possuem cachorrinhos pequenos de raça, daqueles bem bobos e com o instinto animal, original de fábrica, completamente neutralizado. A prova consiste no seguinte: as mulheres se posicionam na pista de corrida, que deve ser uma rua que cruze uma avenida bem grande e perigosa, por onde passam ônibus e carros em alta velocidade.
As mulheres ficam alinhadas nesta rua, atrás de uma porteira. Quando estiverem prontas, seus cachorrinhos bobinhos são soltos em direção à grande avenida. Nisso, as porteiras se abrem e as mulheres podem correr atrás dos bichinhos. Quem conseguir salvar o seu primeiro, ganha.
Tive a inspiração para esta nova modalidade esportiva hoje de manhã, quando ajudei uma mulher desesperada a correr atrás de seu beagle fujão. Nem pensei duas vezes em ser solidária: se meu bebê fugisse, eu também me descabelaria atrás dele.
No final, deu tudo certo: a histérica pegou o beagle e eu nem torci o tornozelo, mesmo correndo ladeira abaixo de sandália plataforma.
21.2.06
U2 e Rolling Stones: eu não fui
Tem gente que discorda dessa euforia toda em cima dos shows dos Stones e do U2. Acho a opinião polêmica e exagerada, mas ainda bem que tem alguém que vai contra a corrente.
Eu não fui. Não ficaria horas plantada na praia para conseguir um bom lugar no show do Rolling Stones, também não ficaria horas em uma fila para comprar um ingresso caríssimo para o show do U2. Mas talvez eu não saiba o que é ser uma fã desesperada. Graças a Deus.
Tem muita gente que vai só para dizer que foi. Porque não suporta ficar de fora de nada. Que não se garante com suas opiniões. Que precisa cumprir uma lista de coisas para ver, fazer e gostar, como uma gincana para parecer cool.
Eu sei o que é isso. Acontece principalmente na adolescência, mas podem haver recaídas na vida adulta. Eu quase desisti do show do Pearl Jam em novembro do ano passado. Estava caro, eu já tinha gastado dinheiro em outras coisas. Mas pensei: será que eu não vou me arrepender no dia seguinte?
Ainda bem que eu fui.
Eu não fui. Não ficaria horas plantada na praia para conseguir um bom lugar no show do Rolling Stones, também não ficaria horas em uma fila para comprar um ingresso caríssimo para o show do U2. Mas talvez eu não saiba o que é ser uma fã desesperada. Graças a Deus.
Tem muita gente que vai só para dizer que foi. Porque não suporta ficar de fora de nada. Que não se garante com suas opiniões. Que precisa cumprir uma lista de coisas para ver, fazer e gostar, como uma gincana para parecer cool.
Eu sei o que é isso. Acontece principalmente na adolescência, mas podem haver recaídas na vida adulta. Eu quase desisti do show do Pearl Jam em novembro do ano passado. Estava caro, eu já tinha gastado dinheiro em outras coisas. Mas pensei: será que eu não vou me arrepender no dia seguinte?
Ainda bem que eu fui.
17.2.06
Você sabe que está ficando velha quando…
Receber um elogio logo cedo já garante 50% de um dia feliz. Felicidade que está relacionada à apreciação positiva dos seus atributos físicos ou mentais.
1) Por exemplo, quando uma colega de trabalho admira o brilho do seu cabelo.
2) Quando um operário da construção civil emite sons de aprovação pela sua constituição corporal.
3) Ou quando o chefe reconhece publicamente que boa parte do sucesso de tal projeto deve-se aos seus talentos.
Mas o elogio que me fez feliz hoje não teve nada a ver com estes. Me peguei sorrindo e saltitando depois de a médica olhar atentamente os exames e dizer com um tom de aprovação:
"puxa, seu colesterol HDL está excelente!"
1) Por exemplo, quando uma colega de trabalho admira o brilho do seu cabelo.
2) Quando um operário da construção civil emite sons de aprovação pela sua constituição corporal.
3) Ou quando o chefe reconhece publicamente que boa parte do sucesso de tal projeto deve-se aos seus talentos.
Mas o elogio que me fez feliz hoje não teve nada a ver com estes. Me peguei sorrindo e saltitando depois de a médica olhar atentamente os exames e dizer com um tom de aprovação:
"puxa, seu colesterol HDL está excelente!"
16.2.06
What a f...
Palavrões. Eu adooooro falar palavrão! Hoje escrevi 2 comentários: um com "caralho" e outro com "merda".
Pena que isso não faz bem pra minha imagem...
Pena que isso não faz bem pra minha imagem...
Salada que vale por um bifinho
Minha relação com saladas é recente. Eu gosto, mas normalmente prefiro que seja acompanhamento, e não prato principal.
Até eu descobrir a salada Atum Contemporâneo do Chef Vergé.
Ela tem folhas verdes, atum ralado, palmito, croutons e queijo parmesão. É uma verdadeira refeição, dá pra aguentar uma tarde inteirinha de trabalho depois.
Com certeza não deve ser light, porque é muito gostosa. E eu li em algum lugar que esse palmito "permitido" é beeem calórico.
Sugiro pedir sem o molho mostarda: além de muito ácido, as folhas menores e os croutons que vão para o fundo do prato ficam empapados. Arghh!
Até eu descobrir a salada Atum Contemporâneo do Chef Vergé.
Ela tem folhas verdes, atum ralado, palmito, croutons e queijo parmesão. É uma verdadeira refeição, dá pra aguentar uma tarde inteirinha de trabalho depois.
Com certeza não deve ser light, porque é muito gostosa. E eu li em algum lugar que esse palmito "permitido" é beeem calórico.
Sugiro pedir sem o molho mostarda: além de muito ácido, as folhas menores e os croutons que vão para o fundo do prato ficam empapados. Arghh!
Lição do dia: não subestime as pessoas
Você acha que a pessoa é de tal jeito e que você sabe mais do que ela.
Aí você vai lá e tenta justamente isso: mostrar que conhece aquilo que ela ignora.
Mais tarde, você fica sabendo que ela sabe muito mais daquilo sobre você.
Aí você faz um post no blog pra se punir e pra lembrar de nunca mais ter pré-conceitos.
Aí você vai lá e tenta justamente isso: mostrar que conhece aquilo que ela ignora.
Mais tarde, você fica sabendo que ela sabe muito mais daquilo sobre você.
Aí você faz um post no blog pra se punir e pra lembrar de nunca mais ter pré-conceitos.
14.2.06
A vida é feita de som e imagem
O que seria da cena clássica de Psicose - a sombra da faca na cortina do box - sem aquela música? Muito menos assustadora...
Para conhecer o básico da relação entre som e imagem na publicidade e no cinema, passe um sábado agradável no Workshop de Produção de Áudio de Tatá Vaz - dia 11 de março, das 10h às 17h, com 1 hora de intervalo para almoço.
Para visualizar o cartaz em tamanho maior, é só clicar.
3.2.06
Eu fui prá lá de navio
Duas coisas sempre me fascinaram na vida: mar e trens. Tive a felicidade de passar todas as minhas férias de infância em alguma praia. Às vezes até 30 dias direto. Mar de manhã, soninho à tarde, depois pão ou sonho fresco que aqueles moços vendiam em suas cestas de vime apoiadas nos bancos traseiros das bicicletas barra-forte.
E os trens eu via quando visitava a Dona Francisca em Guajuvira, às margens do Rio Iguaçu. Tomávamos café com bolo na sala da casa de madeira e lá pelas 4 ou 5 horas o trem passava. Corríamos para a janela e contávamos os vagões. Muito tempo depois, um desses trens descarrilhou e incendiou metade de Guajuvira, inclusive a casa da Dona Francisca. Ela só foi morrer mais tarde, ainda bem que não por culpa do trem que eu tanto gostava.
Esses dias vi um programa na TV sobre o Rio Tietê. Como ele é limpo e imponente depois de São Paulo! A certa altura, lá estavam o trem e a água, que não era de mar, mas era água. E na água uma grande barcaça, carregando o equivalente a 83 carretas!!! Trens chegando e descarregando grãos na barcaça, barcaça seguindo pelo rio, rio que lembra mar. E assim estou de volta ao mar. Dessa vez, em alto mar. Já andei de bicicleta, já andei de trem, já andei de avião. Agora, vou andar de navio.
E os trens eu via quando visitava a Dona Francisca em Guajuvira, às margens do Rio Iguaçu. Tomávamos café com bolo na sala da casa de madeira e lá pelas 4 ou 5 horas o trem passava. Corríamos para a janela e contávamos os vagões. Muito tempo depois, um desses trens descarrilhou e incendiou metade de Guajuvira, inclusive a casa da Dona Francisca. Ela só foi morrer mais tarde, ainda bem que não por culpa do trem que eu tanto gostava.
Esses dias vi um programa na TV sobre o Rio Tietê. Como ele é limpo e imponente depois de São Paulo! A certa altura, lá estavam o trem e a água, que não era de mar, mas era água. E na água uma grande barcaça, carregando o equivalente a 83 carretas!!! Trens chegando e descarregando grãos na barcaça, barcaça seguindo pelo rio, rio que lembra mar. E assim estou de volta ao mar. Dessa vez, em alto mar. Já andei de bicicleta, já andei de trem, já andei de avião. Agora, vou andar de navio.
30.1.06
Aonde nos levam as pápricas
Depois de algum tempo, resolvi colocar "Paprica Picante" no Google para ver o que ele me dizia. Não é que aparecemos em terceiro lugar? Da primeira vez em que dei essa busca, o blog aparecia no final da segunda página. Alguns dias depois, nem aparecia mais. Ficou semanas assim. E agora, estamos lá em cima no ranking. Yes!
Bem, grande coisa para quem não queria divulgar o blog. Para quem não dá nome ao filho mas também não permanece completamente anônima. Deixa prá lá, vou curtir meu lugar ao sol, ou melhor, meu lugar ao Google.
Ok, o link aparece quando alguém digita "Páprica Picante". Essa pessoa provavelmente vai atrás de receitas, não de textos. O Google não descobriu ainda, mas o blog é irrelevante para esta busca. Será que o aficcionado por temperos tem curiosidade em saber qual o sabor dos textos deste "Páprica"?
Bem, grande coisa para quem não queria divulgar o blog. Para quem não dá nome ao filho mas também não permanece completamente anônima. Deixa prá lá, vou curtir meu lugar ao sol, ou melhor, meu lugar ao Google.
Ok, o link aparece quando alguém digita "Páprica Picante". Essa pessoa provavelmente vai atrás de receitas, não de textos. O Google não descobriu ainda, mas o blog é irrelevante para esta busca. Será que o aficcionado por temperos tem curiosidade em saber qual o sabor dos textos deste "Páprica"?
23.1.06
Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum
- Eu não quero ir de avião.
- Mas porque? É muito mais rápido, mais chique, a gente encontra os artistas da Globo!
- Não quero saber, prefiro ficar horas na estrada. Prefiro mil vezes ir de ônibus e sentar ao lado de uma criança comendo miliopã do que viajar de avião com o Marcelo Antony.
- Arghhh! Mas que medo ridículo é esse? Você sabia que morrem mais pessoas de acidente de carr…
- … do que de acidentes aéreos? Já sabia sim. Aliás, estatística de avião é comigo mesmo. É só perguntar!
- Então, menina, é só racionalizar.
- Ana, se fosse racional eu não tava aqui discutindo com você. Já esqueceu que eu sou a que pensa por aqui?
- Hummm, adianta muito ser tããããão inteligente e não ter coragem nem de chegar perto de um avião…
- Pois saiba que os fóbicos normalmente são pessoas muito bem-sucedidas profissionalmente, com Q.I. acima do normal.
- Tá bom, tá bom! Medo do que você tem, especificamente?
- De morrer, oras! De cair lá de cima, de sentir aquela dor no peito que eu sinto quando tenho pesadelo com queda, de me espatifar no chão.
- Mas quando o avião cai, as pessoas morrem antes dele bater no solo.
- Ah, então tá tudo bem! Puxa, se você não tivesse me dado essa informação eu nunca ia perder o medo de me espatifar! Ok, pode continuar, falta só o de cair e o de morrer.
- Todos nós vamos morrer um dia. "Do pó vieste, ao pó voltarás".
- Brigada, prefiro morrer de outra coisa.
- A gente não tem escolha.
- Eu sei. Mas prefiro diminuir as chances de que a minha morte seja por desastre aéreo.
- Imagina, não fica pensando nisso. Viva com desapego! Aliás, você já teve tanta coisa boa na vida!
- Ah, tá, e por isso acabou a minha cota, é? De jeito nenhum! Ainda não conheci o canyon do Guartelá, não comi lagosta a termidor, não fiz sexo tântrico…
- Olha, tá difícil, viu? Você é quem sabe. Mas eu é que não vou de ônibus. Cada uma vai por si e a gente se encontra lá.
- Valeu o apoio, amiga da onça…
- Bem, eu vou indo. Preciso passar na agência, reservar o hotel e comprar a passagem. A gente se fala depois pra comb…. AHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!! SOCORRO!!!!!!!
- O que é que foi?
- TEM UMA ARANHA NA PORTA!!!!!!
- Mas é só um inseto, ela deve ter mais medo de você, com essa bocarra aberta e esse cabelo arrepiado, do que você dela.
- TIRA ELA DAQUI!!!
- Tira você, Ana. Dá uma chinelada nela.
- EU TENHO PAVOOOOR DE ARANHA!
- Ana, seja racional, ela não vai pular em você. Sabe que, estatisticamente, é muito mais fácil você morrer intoxicada com rímel do que picada por uma aranha?
- Mas porque? É muito mais rápido, mais chique, a gente encontra os artistas da Globo!
- Não quero saber, prefiro ficar horas na estrada. Prefiro mil vezes ir de ônibus e sentar ao lado de uma criança comendo miliopã do que viajar de avião com o Marcelo Antony.
- Arghhh! Mas que medo ridículo é esse? Você sabia que morrem mais pessoas de acidente de carr…
- … do que de acidentes aéreos? Já sabia sim. Aliás, estatística de avião é comigo mesmo. É só perguntar!
- Então, menina, é só racionalizar.
- Ana, se fosse racional eu não tava aqui discutindo com você. Já esqueceu que eu sou a que pensa por aqui?
- Hummm, adianta muito ser tããããão inteligente e não ter coragem nem de chegar perto de um avião…
- Pois saiba que os fóbicos normalmente são pessoas muito bem-sucedidas profissionalmente, com Q.I. acima do normal.
- Tá bom, tá bom! Medo do que você tem, especificamente?
- De morrer, oras! De cair lá de cima, de sentir aquela dor no peito que eu sinto quando tenho pesadelo com queda, de me espatifar no chão.
- Mas quando o avião cai, as pessoas morrem antes dele bater no solo.
- Ah, então tá tudo bem! Puxa, se você não tivesse me dado essa informação eu nunca ia perder o medo de me espatifar! Ok, pode continuar, falta só o de cair e o de morrer.
- Todos nós vamos morrer um dia. "Do pó vieste, ao pó voltarás".
- Brigada, prefiro morrer de outra coisa.
- A gente não tem escolha.
- Eu sei. Mas prefiro diminuir as chances de que a minha morte seja por desastre aéreo.
- Imagina, não fica pensando nisso. Viva com desapego! Aliás, você já teve tanta coisa boa na vida!
- Ah, tá, e por isso acabou a minha cota, é? De jeito nenhum! Ainda não conheci o canyon do Guartelá, não comi lagosta a termidor, não fiz sexo tântrico…
- Olha, tá difícil, viu? Você é quem sabe. Mas eu é que não vou de ônibus. Cada uma vai por si e a gente se encontra lá.
- Valeu o apoio, amiga da onça…
- Bem, eu vou indo. Preciso passar na agência, reservar o hotel e comprar a passagem. A gente se fala depois pra comb…. AHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!! SOCORRO!!!!!!!
- O que é que foi?
- TEM UMA ARANHA NA PORTA!!!!!!
- Mas é só um inseto, ela deve ter mais medo de você, com essa bocarra aberta e esse cabelo arrepiado, do que você dela.
- TIRA ELA DAQUI!!!
- Tira você, Ana. Dá uma chinelada nela.
- EU TENHO PAVOOOOR DE ARANHA!
- Ana, seja racional, ela não vai pular em você. Sabe que, estatisticamente, é muito mais fácil você morrer intoxicada com rímel do que picada por uma aranha?
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